Desistência é três vezes maior entre universitários sem Fies, diz pesquisa
Os alunos que têm contrato com o Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies) desistem do curso universitário com menor frequência do que
os demais estudantes das universidades privadas. Os dados são mostrados no Mapa
do Ensino Superior do Brasil, divulgado na última segunda-feira (30) pelo
Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior.
De acordo com a pesquisa, em 2014, 25,9% dos alunos da rede
particular que não tinham contrato do Fies trancaram, desvincularam ou transferiram
a matrícula no primeiro ano do curso. Já entre aqueles que possuíam o
benefício, a parcela de desistência foi aproximadamente três vezes menor: 7,4%.
A mesma tendência foi observada nos anos anteriores, segundo
o estudo. Em 2012, a taxa de evasão com o Fies no primeiro ano da graduação foi
de 6,4% e, sem o incentivo, de 24%. No ano seguinte, a porcentagem de
desistência foi de 6,7 % com o financiamento e 23,1% sem ele, também para os
alunos iniciantes.
O diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, afirma que
os dados mostram a importância de investir em políticas de financiamento para
garantir a permanência de mais estudantes no ensino superior. Ele ressalta que
o desemprego, a crise política e a falta de crédito comprometem o acesso dos
jovens à universidade.
No primeiro semestre, um levantamento da Semesp mostrou que
46% das vagas do Fies estavam ociosas. Em 2014, foram firmados 732 mil
contratos – em 2015, a estimativa do sindicato é que tenham sido 287 mil
contratos, registrando uma queda de 61%. A diminuição é explicada pelas novas
restrições impostas pelo governo nas regras do Fies.
Taxa de evasão total
Considerando a evasão total dos alunos no ensino presencial,
não só no primeiro ano do curso, a taxa maior ocorreu na rede privada – 27,9%
dos alunos trancaram, desvincularam a matrícula ou faleceram antes de concluir
a graduação. Na rede pública, o índice geral foi de 18,3%. No ensino à
distância, a taxa de evasão foi de 32,5% nas universidades particulares e de
26,8% nas públicas.
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