Relatório sugere alterações no Novo Fies
O deputado Alex Canziani (PTB-PR) leu
nesta terça-feira, 3, o parecer com diversas mudanças no texto original,
seguido por um pedido de vista coletivo pelos parlamentares. Após a votação na
comissão, a MP também precisará ser aprovada nos plenários da Câmara dos
Deputados e do Senado. O prazo de vigência da medida vai até 17 de novembro.
Entre as principais mudanças propostas
por Canziani está a ampliação do aporte do Tesouro Nacional ao Fundo Garantidor
do Fies (FG-Fies), de uma promessa de R$ 2 bilhões em quatro anos para um
limite de até R$ 3 bilhões, a depender das disponibilidade financeira do
governo federal.
O relatório também abre a possibilidade
de resgate do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento
das dívidas do Fies, bem como estende o programa de financiamento estudantil
para cursos de pós-graduação e cursos de formação técnica e profissional.
Alunos de graduação no Ensino a
Distância (EAD) também poderão ser beneficiados, assim como os alunos com bolsa
parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Outra alteração do relatório de
Canziani reduz de 30% para 20% o limite para a cobrança do Fies diretamente nos
salários dos estudantes que já trabalharem.
O presidente do colegiado, senador
Dalírio Beber (PSDB-SC), lembrou que a MP recebeu críticas pelo número de vagas
ofertadas, mas argumentou que é preciso observar as necessidades fiscais do
governo.
A votação final da MP no colegiado está
marcada para a próxima terça-feira.
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