Novo Fies tem financiamento privado e elimina carência, diz fonte

Com
falta de recursos para arcar com programas, o governo decidiu abrir uma nova
modalidade para o financiamento estudantil, o Fies, possibilitando que bancos
privados também possam dar crédito aos alunos.
Em
medida provisória que será publicada no início do próximo mês, à qual alguns
meios de comunicação tiveram acesso, o governo também trará como novidade a
eliminação do prazo de carência para que o estudante inicie o pagamento da dívida,
após receber o diploma, desde que esteja empregado.
O
pagamento também fica limitado a 30% da renda do aluno. Atualmente, o
empréstimo estudantil começa a ser pago 18 meses após o término do curso.
De
acordo com as novas regras, os estudantes com renda mensal de até 3 salários
mínimos, ou R$ 2.811,00, poderão obter o crédito público, enquanto aqueles que
ganham de 3 a 5 salários mínimos passam a ter acesso ao financiamento dos
bancos privados com taxas de juros TLP.
O
governo criará ainda um fundo público para dar bolsas de estudos no âmbito do
Fies, a ser gerido pela Caixa Econômica Federal, com R$ 2 bilhões. Para esse
fundo, o governo usará ações perdidas na Justiça, mas que não foram reclamadas
num prazo de 20 anos.
O
governo tem como objetivo definir o número de vagas disponíveis para o Fies a
cada semestre, mas para 2018, pretende disponibilizar entre 250.000 e 300.000
vagas – no primeiro semestre de 2017, foram oferecidas 150.000 vagas.
Com as
novas regras, há a previsão ainda de um incentivo à migração do Fies atual para
o novo sistema com redução de juros, por exemplo.
Outra
mudança será a elevação da contribuição dos bancos e instituições de ensino no
fundo que alimenta o programa, a chamada Comissão de Concessão de Garantia
(CCG), hoje em 6,25%, para 13% no primeiro ano de vigência da nova regra, em
2018. Do segundo ao quinto ano de vigência, a CCG será entre 10% a 20% a
depender da taxa de inadimplência.
O
aumento do percentual de contribuição das instituições de ensino e dos bancos
sobre o custo total dos empréstimos deve reduzir o peso sobre o governo,
dividindo os riscos de inadimplência. Essa era uma das críticas do Tribunal de
Contas da União ao formato do programa.
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